Depois de ter sido barrada pela Nasa da missão que levará o homem novamente (ou não?) a lua em 2020, a Rússia deu o troco: anunciou que está encerrando o jejum espacial de mais de 10 anos e já planeja uma missão (não-tripulada) a Marte. Seria esse o inÃcio de uma nova corrida espacial?
Um Pouco de História
Rússia e Estados Unidos foram os protagonistas do episódio mais patético do século XX: a Corrida Espacial. Patético porque os bilhões de dólares gastos em pesquisas tiveram um caráter muito mais polÃtico (e portanto inútil) do que propriamente cientÃfico.
Tudo começou com o fim da 2ª Guerra e a necessidade de um re-arranjo da Ordem Mundial. Depois de toda uma guerra, o mundo estava abalado e era preciso redefinir as linhas polÃticas, econômicas e culturais que ditariam os rumos da humanidade dali para frente. Rússia e Estados Unidos, que se achavam donas do mundo, se deram esse trabalho e quiseram cada uma impôr as suas próprias verdades.
Como era de se esperar, o bicho pegou. Só não foi pior porque, devido ao trauma de Hiroshima e Nagasaki, nenhum dos paÃses tomou a frente de um ataque nuclear, já que os prejuÃzos, mesmo para o paÃs que atacasse, seriam enormes. Aà ficou naquela eterna lenga-lenga que todo mundo já conhece chamada Guerra Fria - ninguém atacava ninguém, mas tava todo mundo armado até os dentes.
E foi nesse perÃodo que, cada um na tentativa de provar que era muito mais foda que o outro, Rússia e Estados Unidos começaram uma corrida pela conquista espacial.
A Rússia saiu na frente, quando, em outubro de 1957, lançou aquele que seria o primeiro satélite artificial terráqueo, o Sputnik. No mesmo ano, o paÃs também fez outro grande feito, ao enviar pela primeira vez um ser vivo para fora da Terra. Obviamente, esse ser vivo não foi um homem, e sim a cadela-cobaia Laika - que, tendo sido enviada em uma nave feita à s pressas (afinal, estávamos numa corrida!), acabou morrendo no espaço
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Pobre Laika
Finalmente, em 1961, o homem chega ao espaço. E foi um homem russo. Perdendo de 3 x 0, os Estados Unidos finalmente decidiram reagir, quando o então presidente estadunidense John Kennedy lançou um desafio: enviar homens à lua e retorná-los a salvos antes do fim daquela década. E daà para frente, amiguinhos, só deu Estados Unidos.
No finalzinho de 1968, a nave Apollo 8, com três tripulantes, circum-navegou pela primeira vez a lua, e finalmente, em julho de 1969, segundo reza a lenda, o homem pisou no solo lunar. Gol de ouro para os americanos, que enfim estabeleciam a sua supremacia global.
E a Rússia? Bom.. A Rússia já não era mais tão importante assim. Além do impacto negativo da derrota na corrida espacial, as crises financeiras enfrentadas durante o regime soviético e vários outros problemas complicaram bastante o programa espacial daquele paÃs, que hoje têm se limitado apenas a projetos menos ambiciosos, como a construção da Estação Espacial Internacional.
De Volta ao Presente
Obviamente, a conjuntura global hoje é absurdamente diferente daquela de 1961, mas, ainda assim, é inegável que no fundo o conflito de egos entre Rússia e Estados Unidos na corrida espacial não é algo absolutamente resolvido, mesmo depois de a Rússia ter se convencido que o socialismo é uma porcaria e ter definitivamente mudado para o lado bom da força, e de os dois paÃses estarem juntos na construção da Estação Espacial Internacional.

O americano Larry Page e o russo Sergey Brin: a prova de que o Google é, na verdade, um plano ultra-secreto entre a Rússia e os Estados Unidos para a dominação global - e de que a Guerra Fria realmente acabou.
Assim, o fora dos Estados Unidos nos russos e a retomada por parte deles de missões interplanetárias pode significar uma nova era para a exploração espacial. Uma espécie de corrida pelo ouro do Século XXI (seria a vida extraterrestre este ouro?), um marco inicial para um novo perÃodo de mentiras, conspirações e discórdias novas descobertas e aventuras espaciais dignas de ficção cientÃfica.
Ou não.
Pela tangente: Nem Rússia, nem Estados Unidos. A descoberta do primeiro planeta além da Terra com condições favoráveis para a existência de vida é da.. Alemanha! de.. um grupo de cientistas europeus! (corrigido! obrigado, Dani!)


