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Archive for the 'ciência' Category

Se a vida só é vida porque existe a morte, sem a morte, o que seria da vida?

Há algum tempo venho trabalhando na construção do enredo de um romance que estou prestes a começar a escrever, cujo tema principal é a questão da imortalidade. Não uma imortalidade divina, milagrosa, santa, mas uma imortalidade cientificamente possível e experimentada.

Por isso ultimamente tenho pesquisado muito a respeito em busca de inspiração, e por acaso acabei encontrando um filme interessantíssimo e um tanto controverso, Experimentos na Ressuscitação de Organismos (Experiments in the Revival of Organisms). Trata-se de um filme da década de 40 no qual é mostrada uma experiência em que a cabeça de um cão foi mantida “viva” depois de ter sido removida de seu corpo. Bizarro.

Como muitos outros fatos da ciência, há quem duvide da veracidade da experiência. De repente, pode até ser que ela tenha sido mesmo uma fraude, mas eu não duvido que uma experiência do tipo, tendo ou não já sido feita, seja possível.

E por quê? Porque eu creio fielmente que nós, seres vivos, somos uma complexa máquina orgânica. Uma máquina que se desenvolveu naturalmente, mas que pode ser perfeitamente manipulada, modificada e alterada de forma artificial. E se naturalmente somos uma máquina projetada para um dia morrer, o que impede de, artificialmente, nos tornarmos uma máquina imortal? Ao meu ver, nada.

Imagino que num futuro não muito distante a “ressureição em massa”, ou, melhor ainda, a imortalidade como uma característica nata do ser vivo desde o momento de seu nascimento, seja algo que já esteja sob o completo domínio da ciência, e que isto também será o grande paradigma de gerações que ainda estão por vir. Afinal, imagine como seria um mundo em que ninguém morresse, quando atualmente a nossa existência e muito do que fazemos e cremos está pautado na idéia da morte. Imagine todas as questões políticas, sociais e existenciais envolvidas nisso. Muitos de nossos hábitos, costumes e convicções, sem a morte, não fariam mais o menor sentido.

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Anúncio para extraterrestre ver

nasa sponsors

Um congressista da Califórnia parece que encontrou uma boa solução para diminuir os enormes gastos que a NASA tem todos os anos com o programa espacial: vender cotas para anúncios comerciais em foguetes, ônibus espaciais e outros equipamentos.

A idéia parece bizarra, mas até que faz sentido. Quem lê o Blogoscópio sabe que falta muito pouco para o homem achar vida extraterrestre, e colocar anúncios de empresas terráqueas em nossas naves com certeza é uma excelente forma de levar o quanto antes as maravilhas do capitalismo para esses povos brutos, horrendos e não-civilizados de outros planetas.

Via Engadget

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Sorria: os bons tempos estão de volta!

darth-vaderDepois de ter sido barrada pela Nasa da missão que levará o homem novamente (ou não?) a lua em 2020, a Rússia deu o troco: anunciou que está encerrando o jejum espacial de mais de 10 anos e já planeja uma missão (não-tripulada) a Marte. Seria esse o início de uma nova corrida espacial?

Um Pouco de História

Rússia e Estados Unidos foram os protagonistas do episódio mais patético do século XX: a Corrida Espacial. Patético porque os bilhões de dólares gastos em pesquisas tiveram um caráter muito mais político (e portanto inútil) do que propriamente científico.

Tudo começou com o fim da 2ª Guerra e a necessidade de um re-arranjo da Ordem Mundial. Depois de toda uma guerra, o mundo estava abalado e era preciso redefinir as linhas políticas, econômicas e culturais que ditariam os rumos da humanidade dali para frente. Rússia e Estados Unidos, que se achavam donas do mundo, se deram esse trabalho e quiseram cada uma impôr as suas próprias verdades.

Como era de se esperar, o bicho pegou. Só não foi pior porque, devido ao trauma de Hiroshima e Nagasaki, nenhum dos países tomou a frente de um ataque nuclear, já que os prejuízos, mesmo para o país que atacasse, seriam enormes. Aí ficou naquela eterna lenga-lenga que todo mundo já conhece chamada Guerra Fria - ninguém atacava ninguém, mas tava todo mundo armado até os dentes.

E foi nesse período que, cada um na tentativa de provar que era muito mais foda que o outro, Rússia e Estados Unidos começaram uma corrida pela conquista espacial.

A Rússia saiu na frente, quando, em outubro de 1957, lançou aquele que seria o primeiro satélite artificial terráqueo, o Sputnik. No mesmo ano, o país também fez outro grande feito, ao enviar pela primeira vez um ser vivo para fora da Terra. Obviamente, esse ser vivo não foi um homem, e sim a cadela-cobaia Laika - que, tendo sido enviada em uma nave feita às pressas (afinal, estávamos numa corrida!), acabou morrendo no espaço

.laika
Pobre Laika

Finalmente, em 1961, o homem chega ao espaço. E foi um homem russo. Perdendo de 3 x 0, os Estados Unidos finalmente decidiram reagir, quando o então presidente estadunidense John Kennedy lançou um desafio: enviar homens à lua e retorná-los a salvos antes do fim daquela década. E daí para frente, amiguinhos, só deu Estados Unidos.

No finalzinho de 1968, a nave Apollo 8, com três tripulantes, circum-navegou pela primeira vez a lua, e finalmente, em julho de 1969, segundo reza a lenda, o homem pisou no solo lunar. Gol de ouro para os americanos, que enfim estabeleciam a sua supremacia global.

E a Rússia? Bom.. A Rússia já não era mais tão importante assim. Além do impacto negativo da derrota na corrida espacial, as crises financeiras enfrentadas durante o regime soviético e vários outros problemas complicaram bastante o programa espacial daquele país, que hoje têm se limitado apenas a projetos menos ambiciosos, como a construção da Estação Espacial Internacional.

De Volta ao Presente

Obviamente, a conjuntura global hoje é absurdamente diferente daquela de 1961, mas, ainda assim, é inegável que no fundo o conflito de egos entre Rússia e Estados Unidos na corrida espacial não é algo absolutamente resolvido, mesmo depois de a Rússia ter se convencido que o socialismo é uma porcaria e ter definitivamente mudado para o lado bom da força, e de os dois países estarem juntos na construção da Estação Espacial Internacional.

larryandsergey
O americano Larry Page e o russo Sergey Brin: a prova de que o Google é, na verdade, um plano ultra-secreto entre a Rússia e os Estados Unidos para a dominação global - e de que a Guerra Fria realmente acabou.

Assim, o fora dos Estados Unidos nos russos e a retomada por parte deles de missões interplanetárias pode significar uma nova era para a exploração espacial. Uma espécie de corrida pelo ouro do Século XXI (seria a vida extraterrestre este ouro?), um marco inicial para um novo período de mentiras, conspirações e discórdias novas descobertas e aventuras espaciais dignas de ficção científica.

Ou não.

Pela tangente: Nem Rússia, nem Estados Unidos. A descoberta do primeiro planeta além da Terra com condições favoráveis para a existência de vida é da.. Alemanha! de.. um grupo de cientistas europeus! (corrigido! obrigado, Dani!)

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